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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Das coisas que ele me diz (IV)

Tinha o olhar forte, que combinavam perfeitamente com seu sorriso cínico e sua língua ácida. Seu cabelo escuro contrastava com sua pele clara num ar de prepotência e arrogância. Muitos a desejavam mas poucos tinham coragem de “encará-la”. Eu sou  um desses poucos. É impressionante a capacidade que ela tem em deturpar o que eu digo, sempre sendo agressiva e usando minhas próprias frases contra mim e calar nunca é a melhor alternativa...

Mas, não sei, olhando assim de perto, ela não parece tão “má”, tão destruidora de corações. Assim perto, ela, vestida com minha camisa preparando um chocolate gelado não parece o tipo de mulher que destila veneno... aqui, no eu colo, ela não parece tão segura de si, nem do mundo, nem de nada... assim de perto, ela é muito mais bossa nova do que rock n roll... e toda vez que a assisto dormir percebo o quão frágil ela é e me sinto sempre insensível.

Hoje, meu receio não é mais por mim...

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