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sexta-feira, 13 de abril de 2012

solidão a dois

 
Reservando-me sempre para as horas frias
Talvez relembre, um dia, o humor destes meus olhos
Nas horas tépidas de agora
Quando inconsciente delas pergunto a chuva
Se há alguém por ele; sentindo em minha pele – a PELE
Tão mais velha de um romance jovial
Se é o amor que me deixa solitária
Ou se é o olhar de certeza que ele dispara
De quem não se envolve em imagens Brandas
De quem passou por tempos e trás as dores na memória
Onde nos cabe, apenas, breves horas como afãs do téd
io
 
Depois de toda renúncia; das inúmeras repetições internas pregando o descaso, desisti de tentar me anestesiar, estou deixando fluir, acreditar. Se for pra seguir em frente, que traga leveza. Que perfume os meus dias, que me olhe de verdade, sem filtros. Venha se quiser dividir noites tranquilas e a tigela de brigadeiro. Meu lençol cabe nós dois e aturo o fim do segundo tempo do futebol. Venha se acha que pode aturar o meu mau humor e o meu silencio, mas vem agora e faça com um abraço verdadeiro toda a diferença nos meus dias que andam cinza...


"Que a importancia de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balança nem barômetro. Que a importancia de uma coisa há de ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós."
Manoel Barros

sábado, 17 de março de 2012

Eles falavam muito pouco do que sentiam um pelo outro: não havia – ainda – necessidade de frases bonitas nem “eu te amo’s” ditos com os “bom dia’s”. Era recente. Talvez ainda nem tenham parado para pensar sobre sentimentalismos. Bastavam-lhes as poucas horas que passavam juntos apreciando a companhia um do outro. Embora ela torcesse de uma forma – um tanto - desesperada que ele fizesse qualquer coisa ruim que a impedisse futuramente de sentir um amor absurdo por ele; pois era vulnerável as menores bobagens, as mínimas palavras, a olhares até, e sobretudo a sua própria imaginação...sobre o que poderia ser e não é...

domingo, 11 de março de 2012

sobre o que se sente


Não saberia dizer, descrever, até mesmo caracterizar sentimentos estereotipados, sabia que sentia  algo bom, como o aconchego do lar, o banho de chuva, o chocolate quente.  
e esperava ao pé da porta o seu retorno, mesmo que ele houvesse saído apenas para o trabalho, ou somente para o mercado...o aguardava com o mesmo calor no coração como se cada meia hora afastados fossem 3 dias, 3 semanas, 3 anos... 

Ando sentindo saudade...

sábado, 10 de março de 2012

dupla entrega



  Um aviso seu moço: cuida bem de mim, do que sinto, do que te entrego. Cuida como planta, com pouca água, pouco sol e muito zelo, para que eu floresça em ti sem meus espinhos.


Presente do Flávio

Retirado do blog Garoto Eisan, postagem original AQUI
- não corrigi o texto ok!?


Ela parece tão triste...
é como se o silêncio gritasse para sair de dentro dela...sempre vejo ela morrendo...não sei porque mas sempre gritando por socorro em silêncio...
ela se diz não ser legal...mas todos a acham..
como se ela estivesse colaborando com sua morte a cada dia..mas por outro ângulo ela parece estar triste e se apaixonando por alguém!
talvez tudo que ela sinta passe!
sem deixar rastros ela sai,como se ninguém notasse isso ela se sai perfeita...
talvez a vida tenha sido dura com ela,ou legal de mais...
embora lá no fundo ,nos seus pensamentos talvez ela pareça má,mas logo se percebe quando olhando diretamente para seus olhos claros que ela é sensivel até a um beliscão.
mendy é sua companheira, amiga das horas precizas!é uma cachorra vcs pensavam que era o que?
e como se ela bloqueasse oq estou pensando..so consigo descrever ela assim .
ela é gentil...legal...viciada..............................................em livros.
que pena que tudo muda...
ela esta indo em bora..

ESSA É A TIA SENSSIVEL QUE NÃO APARENTA SER!


disperso em nuvens de fumaça



Aos poucos tragava. A caixa dizia ter gosto de baunilha, não sentia. Não tinha o paladar treinado às questões tabagistas, mas naquele momento estava fumando.
A cada nova baforada uma tossida. Voltava para si mesma e achava cada vez mais estúpida essa idéia de fumar, no entanto tinha de alguma forma controlar aquela ansiedade.
Tomou um café que também não é de seus hábitos, mas era inverno, e precisava de algo para aquecer-lhe por dentro, já que as poucas roupas que ele deixou ainda aqueciam-lhe o corpo.

Era o último cigarro, e a saudade ainda doía...

à ti, meus sentimentos...



As lembranças daquela tarde ainda me perturbam. O lençol xadrez revirado, colchão a mostra encharcado de suor. Minha cabeça recostada no seu colo nu. Nossas respirações ofegantes. Teu cheiro me impregnou, não sai, aumentando mais ainda a saudade e o desejo de ser tua novamente. Sem vergonha, sem pudores, apenas ser em ti o prazer e bem estar, satisfazendo-te.
Roubar teu riso com minhas malícias, tocar-te e gerar conseqüências, fitar teus olhos doces enquanto transpiramos loucuras no embalo de um bom e velho reggae. E ao fim de tudo, um riso tímido brota dos meus lábios, e irradia a noite escura do meu ser, numa boba esperança de ser feliz para sempre – mais uma vez.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

...


Andei mudando aqui dentro:
Taquei açúcar na amargura
Desocupei lugares, espantei fantasmas
Sem dor nem saudade
Praticando o desapego
Mas sem perder a ternura...

Feliz por nada...



"Você está perdendo aquele jeito de
 quem está debaixo de um monte de pedras 
(...) Aninha, não é mesmo bom ser feliz?"

Lygia Fagundes Telles

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Das coisas que ele me diz (IV)

Tinha o olhar forte, que combinavam perfeitamente com seu sorriso cínico e sua língua ácida. Seu cabelo escuro contrastava com sua pele clara num ar de prepotência e arrogância. Muitos a desejavam mas poucos tinham coragem de “encará-la”. Eu sou  um desses poucos. É impressionante a capacidade que ela tem em deturpar o que eu digo, sempre sendo agressiva e usando minhas próprias frases contra mim e calar nunca é a melhor alternativa...

Mas, não sei, olhando assim de perto, ela não parece tão “má”, tão destruidora de corações. Assim perto, ela, vestida com minha camisa preparando um chocolate gelado não parece o tipo de mulher que destila veneno... aqui, no eu colo, ela não parece tão segura de si, nem do mundo, nem de nada... assim de perto, ela é muito mais bossa nova do que rock n roll... e toda vez que a assisto dormir percebo o quão frágil ela é e me sinto sempre insensível.

Hoje, meu receio não é mais por mim...